O ministro mencionou que a discussão sobre a regularização de meio milhão a mais de um milhão de migrantes é “inacreditável”. Para ele, o problema da migração não pode ser tratado de forma isolada, pois é uma questão que afeta toda a Europa. “Deve ser enfrentado de forma conjunta”, enfatizou Tajani, reiterando que a União Europeia deve encontrar soluções coletivas para a migração.
O vice-premiê ressaltou que a liberdade de circulação dentro da UE permite que indivíduos regularizados na Espanha possam se deslocar para outros países, como a Itália. Nesse sentido, Tajani apontou que para os falantes de espanhol, a transição para o idioma italiano é menos desafiadora em comparação com outros idiomas europeus, tornando a migração para a Itália uma alternativa mais viável.
Entretanto, apesar de suas críticas à proposta espanhola, o ministro ressaltou que as relações diplomáticas entre a Itália e a Espanha permanecem saudáveis. Ele reconheceu que as duas nações não compartilham as mesmas ideologias políticas, uma vez que a Espanha é governada por uma administração de esquerda e a Itália por uma de centro-direita. No entanto, Tajani enfatizou a importância da amizade entre os dois países, ressaltando que “ninguém pode romper essa amizade”.
Com a questão da migração retornando ao centro do debate europeu, as palavras de Tajani refletem a preocupação crescente entre as nações da UE sobre a necessidade de uma abordagem unificada para lidar com os desafios da migração e as suas implicações nos países membros.
