Desde o início do mês, especula-se sobre possíveis nomes que poderiam ocupar a vaga de vice de Tabata, incluindo Lu Alckmin e Lúcia França, ex-primeiras-damas de São Paulo, além dos pré-candidatos a vereadores Floriano Pesaro e Renata Falzoni. A parlamentar foi responsável por articular a filiação de Datena ao PSDB, buscando apoio para sua própria campanha, porém, o apresentador optou por lançar sua própria pré-candidatura, em uma cerimônia realizada em abril.
Ainda existe certa desconfiança no entorno de Tabata Amaral em relação à possível desistência de última hora de Datena, algo que já aconteceu em quatro ocasiões anteriores. Enquanto a convenção do PSB está marcada para o dia 27 de julho, a do PSDB acontecerá em 3 de agosto, uma semana depois. Ambas as partes manifestam interesse mútuo em uma aliança, desde que haja reciprocidade.
O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, elogia a deputada, mas rejeita a ideia de não lançar um candidato forte em prol de uma aliança. Caso Datena não aceite a proposta de ser vice de Tabata, o PSDB terá que decidir como proceder, considerando que em pesquisas recentes o apresentador tem registrado taxas de intenções de voto acima dos dois dígitos.
Em caso de desistência de Datena, Tabata Amaral já tem em mente outros nomes do PSDB que podem ocupar a vaga de vice em sua chapa. Enquanto aliados do prefeito Ricardo Nunes não descartam a possibilidade de apoio do PSDB a sua reeleição, Marconi Perillo afirma que não quer estar do lado do apoiador de Nunes, Jair Bolsonaro, no pleito paulistano. A política em São Paulo segue movimentada e a definição das candidaturas promete ainda mais emoção e disputa nos próximos dias.
