O aumento na demanda por atendimentos pediátricos de urgência e emergência, especialmente durante os meses de maior circulação de vírus respiratórios, que vão de março a agosto, motivou essa suspensão. O documento orienta que as férias previamente programadas devem ser reagendadas em conjunto com as chefias e setores responsáveis, sempre respeitando a legislação em vigor. É importante ressaltar que a suspensão é uma medida excepcional e se limita ao período crítico identificado.
Dados recentes demonstram a magnitude do desafio enfrentado pelos serviços de saúde. Em apenas seis meses de 2025, o Hospital Regional de Santa Maria atendeu 12.888 casos de emergência pediátrica, um número que valida as preocupações sobre a capacidade de atendimento diante do aumento de doenças respiratórias.
Além do aumento da demanda, desafios operacionais aprofundam a crise. Informações obtidas por canais internos indicam que a rede de saúde sofre com a falta de insumos básicos, como luvas e aventais, além de equipamentos essenciais, como monitores de transporte com falhas técnicas. Profissionais trabalham com a orientação de usar os insumos de maneira racional, prolongando sua utilização, o que levanta questões sobre a eficiência e a segurança do atendimento.
Na UPA 1 de Ceilândia, a situação é ainda mais crítica, com o equipamento de radiografia quebrado há quase dois meses, comprometendo diagnósticos essenciais, como pneumonia. A situação é alarmante, visto que exames de imagem são fundamentais para o tratamento de diversas condições médicas.
Em resposta às preocupações levantadas, o Iges-DF esclareceu que a suspensão das férias é parte de um planejamento estratégico para garantir a continuidade do atendimento. Segundo o Instituto, a ação visa evitar a sobrecarga nos serviços e assegurar um atendimento de qualidade e seguro.
Além disso, garantiu que os direitos dos colaboradores permanecem intactos e que as medidas poderão ser reavaliadas conforme a evolução da situação. A administração do Iges-DF também negou a ocorrência de desabastecimento de insumos, alegando providências rápidas em casos de possíveis atrasos na entrega.
Por fim, a questão dos equipamentos de radiologia foi abordada, com a afirmativa de que a manutenção é realizada imediatamente em caso de falhas, ressaltando que a situação foi um incidente pontual já resolvido.
Essa realidade nos revela a complexidade e os desafios enfrentados pela saúde pública no Distrito Federal, onde a combinação de demanda crescente e problemas logísticos exigem um gerenciamento eficiente para assegurar o bem-estar da população.






