Suspeito ucraniano é acusado de sabotar gasodutos Nord Stream sob ordens de Kiev, revelam promotores alemães em nova investigação sobre o ataque.

Um homem ucraniano identificado como Sergei Kuznetsov, ex-oficial do exército da Ucrânia, está no centro de uma controvérsia internacional envolvendo a sabotagem dos gasodutos Nord Stream. Autoridades da Alemanha relataram que ele teria atuado a mando de autoridades estatais ucranianas na execução desse plano que culminou na destruição das infraestruturas dos gasodutos, fundamentais para o transporte de gás da Rússia para a Europa. As alegações apresentadas pela Procuradoria-Geral da Alemanha são contundentes, caracterizando o ato como um crime de guerra, uma vez que teria visado alvos civis e provocado grandes vazamentos de gás.

O plano de ataque, segundo as investigações, foi elaborado em resposta à escalada das tensões entre a Rússia e a Ucrânia, que se intensificaram drasticamente a partir de fevereiro de 2022. As autoridades afirmaram que Kuznetsov liderou uma equipe composta por mergulhadores experientes e um capitão de embarcação, além de um especialista em explosivos. O grupo teria utilizado um iate para transportar uma quantidade significativa de explosivos militares até a área de operações, especificamente nas águas internacionais próximas à ilha dinamarquesa de Bornholm.

A detonação dos explosivos ocorreu em 26 de setembro de 2022, resultando em grandes vazamentos de gás e interrompendo a operação dos gasodutos Nord Stream 1 e 2, que são vitais para a segurança energética da Europa. Kuznetsov foi preso na Itália em agosto de 2025 e, posteriormente, extraditado para a Alemanha, onde continua sob investigação.

Além disso, vale ressaltar que as investigações em torno da sabotagem não foram integradas com a participação da Rússia, já que tanto a Alemanha quanto a Dinamarca e a Suécia se recusaram a estabelecer uma colaboração nesse sentido. Por outro lado, a Rússia refutou as alegações de que a sabotagem tenha origem exclusivamente ucraniana, responsabilizando também os Estados Unidos e seus aliados, uma vez que um relatório de um jornalista renomado indicou que mergulhadores militares norte-americanos poderiam estar envolvidos na instalação das cargas explosivas. A complexidade dessa situação continua a gerar debates acalorados no cenário internacional, refletindo as tensões geopolíticas persistentes entre as nações envolvidas.

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