As imagens revelam momentos cruciais que precederam a morte do artista. Um vizinho, que estava no elevador quando o principal suspeito entrou, testemunhou toda a cena. Os registros mostram que, durante a descida, o homem fez gestos que sugeriam que Abdon havia pulado do segundo andar do prédio. Neste momento, o clima de tensão que permeava o local se intensificou. Ao chegarem ao térreo, o vizinho, ao perceber a queda de Abdon, deixou o elevador em desespero e correu para a área externa. O suspeito, por sua vez, manteve a calma, caminhando tranquilamente pelo prédio antes de sair, sem prestar qualquer tipo de socorro à vítima.
Conforme relatos de moradores da área, antes do incidente, foram ouvidos sons de uma discussão intensa que se assemelhava a uma briga dentro do apartamento onde Abdon residia. Esse barulho levantou mais suspeitas sobre a natureza do ocorrido, reforçando a hipótese de um homicídio.
A resposta das autoridades foi rápida. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em parceria com a divisão de Operações Policiais (Oplit), localizou e prendeu o suspeito apenas algumas horas após o crime, no domingo, 18. A polícia já investiga o caso como homicídio qualificado, um desdobramento que ressalta a gravidade da situação e a seriedade das alegações que cercam este trágico acontecimento.
O assassinato de Abdon de Paula Gomes Neto não apenas chocou os moradores da Jatiúca, mas também coloca em evidência a necessidade de um olhar mais atento para questões de segurança e violência nos lares, além de demandar justiça para que casos como este não fiquem impunes. A continuidade das investigações da Polícia Civil é fundamental para esclarecer todos os detalhes que levaram a essa perda irreparável na comunidade.






