Dentre as novidades, destacam-se a criação de dois Centros Especializados em Reabilitação (CERs) em Santana do Ipanema e União dos Palmares, além de uma oficina ortopédica na capital, Maceió. Essas instalações irão expandir a rede de apoio e tratamento para crianças autistas, alinhando-se a iniciativas já existentes que promovem o diagnóstico precoce para garantir que cada criança com TEA receba acolhimento e atendimento adequado desde cedo.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também reforçou a estratégia de criar uma rede de cuidados mais robusta, que cobre desde a identificação precoce até o atendimento especializado por equipes multidisciplinares. Essa nova fase reforça o compromisso do governo em melhorar a qualidade de vida das crianças e seus familiares.
Além disso, a Associação Pestalozzi de Maceió receberá um incentivo adicional de 20% no valor destinado ao atendimento de pessoas com autismo, ampliando assim as opções de suporte na capital alagoana. Num plano mais amplo, o Ministério da Saúde lançou um projeto que destina R$ 83,3 milhões para habilitar até 59 novos serviços, que englobam transportes adaptados e outras formas de suporte.
A expansão da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD), que abrange 20 estados, inclui a adoção de 19 novos Centros Especializados em Reabilitação e a ampliação das unidades existentes com novas modalidades de atendimento. Esse movimento ambicioso pretende aumentar o número total de CERs no país para 361, com um investimento anual previsto que supera R$ 1 bilhão.
Os dados já demonstram um impacto significativo: houve um aumento de 84% nos atendimentos a pessoas com TEA no SUS, com o número de consultas subindo de 12 milhões em 2022 para mais de 22 milhões em 2025. O investimento em serviços de saúde, incluindo consultas e internações, também cresceu substancialmente, refletindo um compromisso governamental claro em atender este segmento da população.
A implementação do Projeto Terapêutico Singular (PTS) no SUS tem como objetivo criar uma abordagem personalizada para cada paciente, respeitando a autonomia dos indivíduos e de suas famílias. Para isso, os profissionais da Atenção Primária são capacitados para realizar rastreamentos de desenvolvimento em crianças entre 16 e 30 meses, utilizando ferramentas como o M-CHAT, que já está disponível na Caderneta Digital da Criança.
Com essas ações, o Ministério da Saúde busca assegurar que o cuidado comece nos primeiros sinais de autismo, proporcionando intervenções eficazes antes mesmo da confirmação diagnóstica. Desde que o M-CHAT foi incorporado, aproximadamente 129 mil crianças foram ajudadas.
A qualificação da rede também está em pauta. O Ministério planeja disponibilizar um Guia de Intervenção Precoce para os profissionais de saúde e firmou parcerias com instituições para capacitar cuidadores e especialistas. Até o momento, milhares de profissionais se beneficiaram de cursos focados na saúde infantil e desenvolvimento neuropsicomotor.
Essas iniciativas demonstram um empenho contínuo do governo em fortalecer a rede de cuidado voltada para o autismo, refletindo uma abordagem mais humana e inclusiva em saúde pública.
