O atendimento é realizado através do aplicativo Meu SUS Digital, que conta com a colaboração do Ministério da Fazenda e da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). De forma remota, sigilosa e acolhedora, a iniciativa oferece orientação e acompanhamento profissional, funcionando também como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Essa abordagem visa não apenas tratar os sintomas de dependência, mas também proporcionar um suporte emocional necessário para aqueles que enfrentam dificuldades com jogos.
Dados recentes indicam que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF em sites e aplicativos de apostas, através da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, uma iniciativa do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas. Aproximadamente 35% dessas solicitações foram motivadas pela percepção de que essas pessoas perderam o controle sobre suas apostas, um sinal evidente do impacto negativo que essa prática pode ter em suas vidas.
O Ministério da Saúde também destaca alguns sinais que podem indicar um padrão problemático em relação aos jogos, como alterações no sono, mudanças de humor, compulsão para apostar mesmo em momento inadequados e insegurança em relação a finanças pessoais. Além disso, a pasta alerta para os fatores que podem aumentar o risco de desenvolver essa dependência, que incluem a acessibilidade às plataformas online, a busca por alívio emocional, e a presença de transtornos mentais pré-existentes, como ansiedade e depressão.
Além deste panorama, a iniciativa do SUS ainda se compromete a educar a população sobre os riscos da exposição precoce a jogos de apostas, particularmente em um cenário onde o isolamento e as situações de vulnerabilidade social se tornam comuns. Ao ampliar o acesso a serviços de saúde mental, o SUS não apenas busca atender uma demanda imediata, mas também trabalhar na prevenção de comportamentos que podem trazer consequências devastadoras para os indivíduos e suas famílias.





