Essa iniciativa visa fortalecer a economia local ao garantir a compra direta de produtos de comunidades tradicionais, ao mesmo tempo em que promove a cultura regional. O projeto está em fase piloto e abrangerá inicialmente cinco escolas, beneficiando mais de dois mil estudantes. A promotora Alexandra Beurlen ressaltou a importância desse movimento, afirmando que a rede pública de ensino tem a oportunidade de apoiar pequenos produtores e manter viva a identidade alagoana, oferecendo aos alunos a experiência de consumir um alimento típico da região.
Como parte desse plano, a Semed programou uma formação para as merendeiras das escolas envolvidas, agendada para o dia 17 de abril. Este treinamento incluirá um teste de aceitabilidade do sururu no cardápio escolar, um passo crucial para sua possível adoção definitiva. A Secretaria também se comprometeu a monitorar de perto o processo de implementação, que poderá ser ampliado para outras instituições no futuro.
Para apoiar ainda mais essa iniciativa, está prevista a realização de visitas técnicas aos locais de trabalho das marisqueiras no Vergel, com o objetivo de integrar as trabalhadoras à estrutura da Coopmaris. Além disso, novas propostas estão sendo debatidas, como o desenvolvimento de projetos para a aquisição de equipamentos de desidratação, com o suporte do Ministério Público do Trabalho (MPT), e a criação de conteúdos culturais, como a produção de um livro que narra a história do sururu.
Assim, Maceió não só busca modernizar sua merenda escolar como também investe em ações que fortalecem as tradições e a economia local, criando uma conexão valiosa entre os estudantes e a rica cultura alagoana.






