De acordo com o ministro, a cepa andina do hantavírus, implicada nos casos do MV Hondius, nunca circulou no território brasileiro, o que deve tranquilizar a população. Padilha destacou que a infecção pelo hantavírus ocorre por inalação de partículas oriundas das fezes ou urina de roedores, sendo um modo de contágio que difere das infecções respiratórias vistas na pandemia de COVID-19.
O ministro também comentou sobre a decisão do governo espanhol de permitir o desembarque dos passageiros afetados pelo surto em Granadilla, Tenerife, como uma medida de acompanhamento mais eficaz do surto. Ele expressou agradecimento à Espanha pela confiança nas informações científicas e na gestão adequada da saúde pública.
Até o momento, o surto está associado a três mortes confirmadas, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o risco para a saúde pública como baixo. As autoridades españolas asseguraram que não haveria contato entre os passageiros do cruzeiro e a população local, minimizando ainda mais as preocupações sobre uma possível transmissão do vírus.
Padilha fez essas declarações durante um evento de lançamento de iniciativas voltadas à digitalização do Sistema Único de Saúde (SUS) e à ampliação da infraestrutura de internet em áreas vulneráveis do Brasil, ressaltando a importância de fortalecer a saúde pública e a prevenção de doenças no país. Em meio a essa crise de saúde, a transparência e a comunicação rápida e clara das autoridades sanitárias são essenciais para manter a confiança da população e assegurar a eficácia das medidas de contenção.
