Os jogadores do Corinthians retornaram das férias no último sábado, mas Martínez não se juntou aos colegas. De acordo com informações do clube, a sua viagem à Venezuela tinha como objetivo não apenas passar um tempo de descanso, mas também resolver questões relacionadas à remissão de seu passaporte. Em setembro, o Corinthians percebeu a urgência desse processo e inicialmente buscou auxílio junto à embaixada venezuelana. No entanto, o clube foi informado de que a emissão do documento levaria cerca de seis meses, o que comprometeria a participação de Martínez em competições internacionais no primeiro semestre de 2026.
Com a situação agora agravada devido à invasão, o jogador não consegue prever quando conseguirá retornar ao Brasil, pois a resolução de sua pendência documental se tornou mais complexa. A administração e os órgãos governamentais venezuelanos enfrentam um período de incerteza e instabilidade, dificultando ainda mais o cenário para quem está fora do país.
Além disso, a situação de outro jogador, Jefferson Savarino, também se complicou consideravelmente. O venezuelano tinha um voo marcado para o mesmo dia, mas viu-se impedido de retornar ao Brasil devido ao fechamento dos aeroportos. Atualmente, Savarino permanece em Caracas com a família, mantendo contato constante com o Botafogo, clube ao qual está vinculado.
O clima de tensão em toda a Venezuela, intensificado pela captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, que foram levados para os Estados Unidos, gera um cenário caótico onde a administração do país sul-americano foi anunciada por autoridades americanas, sem um cronograma ou referências claras sobre o futuro imediato. Essa conjuntura traz um olhar atento sobre o impacto que eventos políticos podem ter na vida de jogadores e suas carreiras, especialmente aqueles que se encontram em situações vulneráveis fora de seu país de origem.







