A partir de agora, Delcy tem a responsabilidade de exercer todos os poderes presidenciais, com o objetivo declarado de garantir a continuidade da administração e a defesa da nação. “Fica por meio deste comunicado que Delcy Eloína Rodríguez Gómez, vice-presidente executiva da República, assumirá e exercerá, em caráter interino, todos os poderes, deveres e faculdades inerentes ao cargo de presidente da República Bolivariana da Venezuela”, afirmaram os representantes do tribunal.
Antes do anúncio oficial, Delcy Rodríguez já havia expressado sua preocupação em relação ao que considera uma ação agressiva dos Estados Unidos, que busca, segundo ela, apropriar-se das riquezas do país em meio ao tumulto político. “Estamos prontos para defender a Venezuela e nossos recursos naturais, que devem ser utilizados para o desenvolvimento nacional”, declarou em um pronunciamento, enfatizando a necessidade de resistência diante das pressões externas.
Além disso, a vice-presidente convocou uma reunião do Conselho de Defesa Nacional, que inclui membros-chave do governo, como o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López. Essa mobilização indica uma tentativa de consolidar o poder e unir esforços para enfrentar tanto a crise interna quanto a pressão externa.
A situação adquire uma nova dimensão com o reconhecimento do Brasil, que também declarou Delcy como presidente interina, refletindo um apoio da comunidade internacional. A ministra interina das Relações Exteriores do Brasil, Maria Laura da Rocha, afirmou que a posição brasileira é de reconhecer a nova liderança em meio à incerteza após o ataque a Maduro.
Portanto, o futuro político da Venezuela permanece em um estado de incerteza, com uma nova liderança interina no comando e um panorama internacional tenso, onde adversidades internas se entrelaçam com desafios externos.
