Bacellar foi detido em sua casa, localizada em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, e posteriormente foi encaminhado ao complexo penitenciário de Benfica. Sua prisão ocorre após a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decisão que se deu em razão de crimes de abuso de poder e corrupção, envolvendo irregularidades semelhantes às que resultaram na inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro.
A justificativa da nova detenção foi a necessidade de garantir a ordem pública, considerando a significativa influência de Bacellar e indícios de que ele estaria tentando obstruir investigações em andamento. As apurações que resultaram na sua prisão fazem parte da Operação Unha e Carne, focada na chamada ADPF das Favelas, um mecanismo para verificar a constitucionalidade de atos administrativos relativos a esses locais.
Em nota, a defesa de Bacellar informou desconhecer os motivos da prisão, que classificou como “indevida e desnecessária”. Segundo eles, o ex-deputado estava cumprindo todas as medidas cautelares impostas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A defesa promete contestar a decisão judicial em busca de sua revogação.
Desde dezembro do ano passado, Bacellar estava licenciado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ele já havia enfrentado problemas com a justiça, tendo sido preso por uma semana em dezembro sob suspeita de vazar informações sobre operações da PF. Apesar das acusações, o comando da Alerj não foi afetado, continuando sob a gestão do vice, Guilherme Delaroli.
Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou, em março, denúncias contra Bacellar, o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e o desembargador Macário Júdice Neto. A acusação inclui a obstrução de investigação da PF em relação ao Comando Vermelho, onde os envolvidos teriam utilizado suas posições de poder para proteger interesses da facção criminosa.
