Supremo Tribunal Federal analisa pedido de liberdade para último servidor fiel a Bolsonaro envolvido em esquema de fraudes de vacinação da Covid-19.

No mês de maio, três ex-auxiliares próximos do presidente Jair Bolsonaro foram presos sob a acusação de envolvimento em um esquema de fraude de cartões de vacinação da Covid-19. No entanto, uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu liberdade com monitoramento eletrônico a Max Guilherme Machado de Moura e Mauro Cid, que fecharam acordos de delação premiada. Agora, o único envolvido no caso que ainda está atrás das grades é Sérgio Rocha Cordeiro, ex-companheiro de trabalho de Bolsonaro durante seu mandato como presidente.

Nesta segunda-feira, a defesa de Sérgio Rocha Cordeiro apresentou um pedido ao STF para que a decisão de liberdade com monitoramento eletrônico também seja estendida a ele. Cordeiro, que atuou na segurança pessoal de Bolsonaro durante seu mandato, é um militar com 37 anos de experiência no Exército. Ele cedeu sua própria casa para que Bolsonaro realizasse suas lives semanais após uma proibição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de transmiti-las a partir do Palácio do Alvorada.

Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro e advogado do ex-presidente em diferentes processos, descreveu Cordeiro como uma pessoa “invisível, discreta, trabalhadora e leal”. Ele ressaltou a proximidade do militar com Bolsonaro, tendo estado ao seu lado nos momentos mais difíceis e nas vitórias. Wajngarten mencionou uma foto publicada por Cordeiro em que ele aparece diante da imagem de Bolsonaro com a faixa presidencial.

A relação entre Bolsonaro e Cordeiro não é de agora, ela já existia antes do político chegar ao Palácio do Planalto. Cordeiro atuou como assessor parlamentar quando Bolsonaro era deputado federal, durante aproximadamente 11 meses. Em seu perfil no LinkedIn, o militar registra sua trajetória profissional, incluindo passagens pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) nos governos de outros três presidentes: Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva.

Com o pedido feito pela defesa de Cordeiro ao STF, a expectativa é que a decisão de liberdade com monitoramento eletrônico concedida aos outros envolvidos seja estendida a ele. No entanto, cabe ao ministro Alexandre de Moraes analisar e decidir sobre o pedido. Enquanto aguarda a resposta da Justiça, Sérgio Rocha Cordeiro continua atrás das grades, sendo o último servidor fiel a Bolsonaro envolvido no esquema de fraudes nos cartões de vacinação da Covid-19.

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