Fachin destacou que o comportamento de um magistrado vai além de suas decisões em tribunal, pois é observado em suas atitudes e escolhas diárias. Para o presidente do STF, é fundamental que juízes tomem precauções para preservar sua independência e a percepção pública sobre a integridade do Judiciário. Nesse sentido, ele defendeu a necessidade de aprimorar as diretrizes éticas da magistratura, superando o que foi estabelecido em 2008.
Durante sua exposição, Fachin também ressaltou que “nem toda visibilidade fortalece instituições”, afirmando que, em muitos casos, o silêncio pode ser mais valioso do que o protagonismo individual. Ele enfatizou que a sociedade espera que os juízes não apenas apliquem a lei, mas que também sejam exemplos a serem seguidos. Para ele, a autoridade de um magistrado provém da qualidade de suas decisões, não da frequência com que se manifesta publicamente.
O ministro se posicionou como um defensor da integridade sobremaneira, argumentando que não existe uma ética distinta para a vida pública e para a vida privada dos juízes. Assim, Fachin frisa a indivisibilidade da integridade e a necessidade de que transparência e idoneidade acompanhem todo o comportamento dos magistrados, quer em ações públicas, quer na vida pessoal.
A discussão sobre o Código de Ética está em pauta, especialmente com a responsabilidade atribuída à ministra Cármen Lúcia de elaborar propostas para um novo conjunto de diretrizes. No entanto, Fachin percebe resistência por parte de alguns membros da Corte. Ele continuou sua argumentação reafirmando a relevância dos princípios fundamentais do Código de Ética da Magistratura, como a independência, a imparcialidade e a dignidade, essenciais para que a magistratura trabalhe em prol do direito e da justiça, sem se deixar influenciar por interesses momentâneos.
Com sua fala, Fachin não apenas reforçou a necessidade de um Judiciário ético e confiável, mas também lembrou que a atuação dos magistrados se reflete diretamente na percepção que a sociedade tem sobre a justiça.





