Em suas declarações, Haddad ressaltou a importância do entendimento mútuo durante essa fase de incertezas. “Vamos observar os próximos passos do governo americano. No entanto, independentemente de como o Executivo reagirá à decisão do Judiciário, temos confiança de que estamos edificando um canal sólido para restaurar a normalidade nas nossas relações. Os 200 anos de amizade entre nossos países não podem ser abalados por questões ideológicas”, declarou.
O ministro fez esses comentários durante a abertura de um encontro empresarial entre Brasil e Índia, que atraiu mais de 800 participantes. Ao mesmo tempo, Lula se preparava para completar sua visita à Índia com um encontro de Estado com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. Após essa etapa, o presidente brasileiro seguirá para Seul, na Coreia do Sul.
Haddad enfatizou a necessidade de acompanhar as repercussões da decisão da Suprema Corte dos EUA. Seja qual for o resultado dessa situação, o governo brasileiro está comprometido em buscar alternativas por meio de canais jurídicos e diplomáticos. Ele também abordou a reação do ex-presidente Donald Trump sobre a decisão, afirmando que isso não compromete a competitividade brasileira, sendo as tarifas direcionadas a diversos países.
“A competitividade do Brasil não é impactada, como já afirmamos anteriormente. Acreditamos que essas tarifas prejudicam também o consumidor americano, que consome produtos brasileiros em suas refeições diárias. Aos poucos, podemos perceber uma revisão das tarifas, especialmente em produtos de consumo em massa. Já temos esperança de que um bom entendimento será alcançado”, completou Haddad.
Durante o discurso, que também deixou entrever suas ambições futuras em relação ao governo de São Paulo, o ministro destacou os avanços que a Fazenda tem obtido sob a gestão de Lula. Em relação às interações com os EUA, Haddad reiterou que os objetivos do Brasil são muito similares aos seus interesses em outros países. “Buscamos parcerias que sejam equilibradas e benéficas para todos os envolvidos. O Brasil é grande demais para assumir um papel subalterno. Desejamos relações cooperativas com o mundo todo”, concluiu, destacando o recente acordo feito com a União Europeia e expressando otimismo em relação ao futuro geopolítico do Brasil.







