Suprema Corte da Colômbia ordena que ELN suspenda bloqueio para permitir ajuda humanitária após fortes chuvas em Chocó e outras regiões afetadas.

No dia 11 de novembro, a Suprema Corte de Justiça da Colômbia fez um apelo ao grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN), pedindo a suspensão de uma paralisação armada na região de Chocó. A decisão judicial tem como objetivo facilitar a entrada de ajuda humanitária para os cidadãos que estão enfrentando uma grave crise após fortes chuvas que devastaram a área. O pronunciamento da Corte destaca a urgência em proporcionar assistência às pessoas afetadas, que necessitam de cuidados imediatos.

A situação em Chocó, assim como nas regiões de La Guajira e na capital, Bogotá, é alarmante, visto que os recentes temporais deixaram dezenas de milhares de colombianos em situações precárias. A Corte expressou sua preocupação com o fato de que cerca de 85% do território de Chocó foi severamente afetado pelas inundações. Em resposta a essa emergência, o tribunal fez um apelo a todos os colombianos, incentivando a solidariedade e a mobilização de esforços para ajudar as mais de 100 mil pessoas que se encontram em situação crítica.

Neste contexto, o governo local de Chocó declarou calamidade pública em todo o seu território, o que permitirá a ativação de medidas emergenciais para lidar com os impactos das chuvas. Em uma coletiva de imprensa, a governadora, Núbia Carolina Córdoba, informou que a decisão foi tomada pelo Comitê Departamental de Gestão de Riscos e que ações imediatas estão sendo autorizadas para garantir a assistência necessária.

A governadora também ressaltou que mais de 37 mil famílias pagaram um alto preço pelas inundações, enfrentando a destruição de suas casas e plantações. Enquanto isso, o presidente Gustavo Petro, que se reuniu com sua equipe de governo na noite anterior, declarou a situação de desastre em todo o país, sinalizando a gravidade da crise que afeta não apenas Chocó, mas diversas regiões da Colômbia diante das intempéries climáticas.

A combinação de desastres naturais e conflitos armados represados exige não apenas uma resposta rápida e eficiente do governo, mas também uma mobilização social significativa em busca de um apoio solidário àqueles que hoje enfrentam inimagináveis dificuldades.

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