Em uma gravação obtida pelo Metrópoles, João reclama ao pastor Luiz Antônio Gonçalves Oliveira sobre a falta de repasse de dinheiro de uma suposta rachadinha. Segundo o áudio, uma mulher nomeada por João na prefeitura de Luziânia não devolveu parte do salário do cargo que ocupava, o que levou o líder político a correr atrás do montante para enviar ao pastor.
O processo movido pela Coligação Liberta Luziânia explica que a mulher foi nomeada para o cargo logo após João se exonerar para se candidatar a vereador em 2024. Além disso, outros áudios revelam indícios de mais envolvidos no esquema de corrupção, como o secretário municipal de Saúde Divonei Oliveira de Souza.
De acordo com as provas reunidas na ação, a mulher supostamente envolvida no esquema era orientada por Divonei a atuar em um comitê ligado ao Democracia Cristã, recebendo um salário da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, mas sem comparecer de fato ao órgão público. Essa prática consistia em repassar parte do salário recebido para João Carlos.
Diante das denúncias, um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil de Goiás, e a funcionária envolvida no esquema foi exonerada apenas em 31 de dezembro. O prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto, nega ter conhecimento do caso e garante que tomará providências caso seja notificado sobre o processo em andamento na 19ª Zona Eleitoral.
A reportagem do Metrópoles tentou contatar os envolvidos no escândalo, mas não obteve retorno até o momento. O espaço fica aberto para possíveis manifestações futuras. Esse caso de corrupção choca a população de Luziânia e coloca em xeque a integridade do Poder Executivo da cidade. Novos desdobramentos são aguardados à medida que a investigação avança.
