Embora a variação de tamanho e luminosidade possa não ser perceptível a olho nu o tempo todo, a superlua desta edição atraiu milhares de observadores em diferentes partes do mundo. No Brasil, a Lua pôde ser admirada a partir das 20h (horário de Brasília), proporcionando um espetáculo visual apreciado por muitos.
Além da superlua, o fenômeno coincidiu com a intensa chuva de meteoros Quadrântidas, que tradicionalmente representa uma das mais ativas dessa época do ano. Embora o brilho adicional da Lua reduza a capacidade de visualizar os meteoros, a combinação de ambos os eventos é considerada uma raridade e mexe com a curiosidade e o entusiasmo tanto de astrônomos amadores quanto de profissionais.
De acordo com especialistas, as superluas não oferecem riscos à Terra nem causam alterações físicas perceptíveis. Contudo, são importantes para a popularização da observação astronômica, uma vez que ocorrem em fases bem reconhecíveis e podem ser admiradas sem a necessidade de equipamentos especializados. O aumento da luminosidade é especialmente visível logo após o nascer da Lua, quando está próxima do horizonte, e efeitos atmosféricos podem acentuar essa aparência.
Para os entusiastas que desejam acompanhar os próximos fenômenos astronômicos, o ano de 2026 promete mais superluas, com destaque para os dias 24 de novembro e 23 a 24 de dezembro. Nesses períodos, a Lua voltará a se aproximar do perigeu durante a fase cheia, oferecendo mais oportunidades para observação em grande parte do globo, desde que as condições climáticas permitam.
Astrônomos recomendam que aqueles que querem capturar a beleza da Lua façam isso em locais com pouca poluição luminosa. Os primeiros minutos após o surgimento da Lua no horizonte são os mais indicados para uma observação otimizada. Para quem deseja registrar esses momentos, celulares e câmeras convencionais podem ser eficazes, especialmente se utilizados com estabilização adequada e o foco ajustado para luminosidade em baixa luz.
