O vigilante sanitário da região, Josias Almeida Campinas, foi o responsável por retirar a sucuri da pista e contabilizar os filhotes. Em entrevista ao Metrópoles, ele afirmou que o impacto do atropelamento fez com que a cobra expelisse os filhotes, todos infelizmente não sobreviveram. Campinas também destacou que acreditava que a sucuri poderia ter mais filhotes, indicando que alguns deles estavam dentro do matagal.
Este evento foi considerado extremamente raro, conforme relatou o fiscal da Sema. Ele ressaltou nunca ter visto uma cobra daquele tamanho com tantos filhotes e descreveu a experiência como única na sua carreira. A pele e o crânio do animal serão preservados e expostos em um museu da cidade futuramente.
Especialistas explicaram que a sucuri-verde não é venenosa e não costuma atacar seres humanos, sendo uma espécie constritora. A presença da cobra grávida na estrada pode ser explicada pelo seu estado final de gestação, quando as fêmeas buscam ambientes protegidos e fontes de calor para o desenvolvimento dos embriões. A atração pelo calor da pista resultou no trágico acidente.
A comoção causada por esse acontecimento levou à captura da sucuri e à revelação de detalhes surpreendentes sobre a reprodução e comportamento desses animais fascinantes. A exposição dos restos mortais da cobra em um museu da cidade certamente despertará interesse e curiosidade sobre a vida desses gigantes da natureza.







