Sucessor de Ratinho Júnior fala sobre apoio a Caiado e abertura para Flávio Bolsonaro em sabatina, sem confrontar posturas polêmicas da chapa.

Em uma recente sabatina, Sandro Alex, o ex-secretário estadual de Infraestrutura e escolhido sucessor pelo governador Ratinho Júnior, abordou a atual situação política do Paraná e as possíveis alianças para a eleição presidencial de 2024. Representante do PSD, partido que tem o ex-governador de Goiás como candidato ao Planalto, Sandro enfatizou que ainda não há um fechamento em relação a um apoio político ao senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro. Sua abordagem foi cautelosa, especialmente quando se tratou dos posicionamentos de sua colega de chapa, Cristina Graelm, candidata ao Senado, que já manifestou seu apoio a Flávio Bolsonaro.

Sandro Alex destacou a importância da amizade entre Ratinho Júnior e o ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando que a gestão do governador foi crucial para importantes investimentos e obras em parceria com o governo federal durante a administração Bolsonaro. “A maior parceria entre o Paraná e o governo federal foi nessa época”, afirmou ele, reforçando que mesmo com o apoio do PSD a Caiado para a presidência, a diversidade de aliados no estado pode levar a diferentes apoiadores, como Flávio, Renan ou Zema.

Questionado sobre os posicionamentos polêmicos de Cristina Graelm, que defende desde o voto impresso até o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, Sandro procurou manter uma postura conciliadora e garantiu que Graelm será “uma voz combativa” se eleita. Ele enfatizou a necessidade de discutir questões relevantes para o Paraná, como vacinação, mas também destacou que as disputas políticas devem ser tratadas no âmbito do Senado, afastando-se de confrontos diretos com a sua colega.

A escolha de Cristina Graelm como candidata à composição majoritária ocorreu de forma contundente, em cima da hora, enquanto se aproximava o prazo de registro para as candidaturas. Apesar de ter sido considerada para o cargo de vice na chapa, acabou por ser alçada à candidatura ao Senado. A decisão, no entanto, gerou desconforto entre setores próximos ao governador, que temiam que a presença dela pudesse fragmentar os votos da direita, especialmente em relação ao presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, também presente na chapa de Sandro. Essa dinâmica revela a complexa articulação política que se desenha no Paraná, com as alianças sendo constantemente avaliadas e ajustadas à medida que se aproxima o pleito eleitoral.

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