Zurita assumiu como candidato após o assassinato de Fernando Villavicencio, no início do mês. Amigo íntimo do candidato falecido, Zurita busca dar continuidade à plataforma de combate à corrupção defendida por Villavicencio. No entanto, de acordo com pesquisas, ele não é considerado um dos favoritos para o segundo turno.
As seções eleitorais no Equador se tornaram os locais mais vigiados do país devido à situação de exceção em vigor desde o assassinato de Villavicencio. Em Guayaquil, os eleitores foram submetidos a inspeção policial, com revistas em suas mochilas e detectores de metais sendo utilizados. Apenas aqueles que pretendiam votar podiam permanecer nos locais de votação, e as ruas foram bloqueadas para garantir a segurança.
A polícia equatoriana relatou a prisão de 430 pessoas com mandados de prisão, além da apreensão de 29 armas de fogo e 36 armas brancas, como facas. Além disso, 90 pessoas foram presas por descumprirem a lei seca imposta desde sexta-feira.
A votação aconteceu sem problemas no país, segundo observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA). No entanto, equatorianos votando no exterior enfrentaram dificuldades devido ao sistema de votação online, que apresentou problemas especialmente na Europa, Ásia e Oceania.
A convocação das eleições foi resultado da chamada “morte cruzada”, medida constitucional extrema utilizada pelo presidente Guillermo Lasso para evitar um impeachment. A disputa eleitoral se acirra entre Luisa González, do Renovação Cidadã, e Christian Zurita, mas é improvável que algum deles consiga a vitória no primeiro turno. A expectativa é que haja um segundo turno em outubro.
Além de González e Zurita, outros candidatos na disputa incluem Yaku Pérez, Otto Sonnenholzner e Jan Topic, apelidado de “Rambo” devido a suas propostas duras contra a criminalidade.
A violência é um dos problemas mais graves enfrentados pelo Equador, ao lado da pobreza, que atinge 27% da população. O país tem se tornado um ponto de passagem para o narcotráfico, o que tem contribuído para o aumento do número de homicídios e conflitos entre grupos criminosos.
Os resultados das eleições devem ser divulgados apenas quando uma tendência concreta estiver definida, a fim de evitar questionamentos e tensões. A contagem dos votos pode levar mais tempo do que o esperado, tendo em vista as disputas ocorridas nas eleições passadas.
Em meio a um clima de incerteza e insegurança, o Equador busca seu novo líder para enfrentar os desafios que assolam o país. A população aguarda ansiosamente pelos resultados e espera que, independentemente do desfecho eleitoral, a situação de violência e insegurança seja enfrentada de forma eficaz.
