Com aproximadamente 135 metros de comprimento e 13,5 metros de largura, o Khabarovsk é considerado um dos submarinos mais extensos do mundo. Uma de suas principais características é a habilidade de transportar o drone subaquático Poseidon, um armamento inovador que se destaca por seu alcance intercontinental e por ser capaz de carregar ogivas nucleares. O Poseidon é um sistema autônomo que opera com energia nuclear, o que aumenta imensamente seu raio de ação e a complexidade das estratégias defensivas que a OTAN deve considerar.
De acordo com especialistas, a Rússia não só projeta armas destinadas a contornar as defesas ocidentais, mas também reafirma sua posição no mar, um espaço estratégico que foi, historicamente, considerado um domínio da força naval ocidental, especialmente britânica. O general Gwyn Jenkins, comandante dos Fuzileiros Reais britânicos, destacou que o Reino Unido corre o risco de perder esse domínio, um marco que perdurou desde o final da Segunda Guerra Mundial e representou uma vantagem naval decisiva.
Os submarinos nucleares russos, equipados com tecnologias como o reator OK-650V e a capacidade de carregar diversos torpedos, estão colocando pressão sobre as marinhas da OTAN, forçando uma reconsideração das estratégias de defesa na região do Atlântico. A situação exige atenção redobrada, já que a eficácia e o segredo operacional dos submarinos russos aumentam constantemente, colocando em xeque a segurança e a supervisão das águas internacionais por parte das potências ocidentais.
Por fim, é indiscutível que o impacto dos novos submarinos e armamentos russos deverá ser analisado com seriedade, já que a dinâmica de poder no Atlântico se transforma, exigindo respostas adequadas e estratégicas por parte da OTAN e seus aliados para garantir sua posição nessas águas cada vez mais contestadas.
