StoneCo Enfrenta Queda de 16% e Pior Desempenho Semanal entre Fintechs Brasileiras nos EUA

A semana foi desafiadora para a StoneCo (STNE), que viu suas ações despencarem 16,01% nesta sexta-feira (24), encerrando o dia cotadas a US$ 12,22. O tombo foi acentuado logo após a abertura, quando as ações chegaram a cair 18,56%. Ao longo da semana, a empresa acumulou uma perda de 18,80%, destacando-se como a fintech brasileira com o pior desempenho entre as sete que possuem capital aberto nos Estados Unidos. Em termos absolutos, o valor das ações diminuiu em US$ 2,33 apenas no dia de hoje.

Os analistas atribuem essa queda a uma combinação de previsões cautelosas por parte de grandes bancos e à expectativa reduzida para os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, que a Stone divulgará em 14 de maio. Um relatório do Banco Safra aponta um lucro líquido ajustado de R$ 539 milhões, o que indicaria uma queda de 24% em relação ao trimestre anterior. Além disso, o banco destaca que a Stone ainda não demonstrou uma virada significativa em indicadores críticos, como o crescimento do volume transacionado, em contraste com o PagBank, que já apresenta sinais de estabilização.

A análise do Bradesco BBI complementa esse cenário, alertando sobre um ambiente competitivo mais intenso, a desaceleração do crescimento e uma possível lentidão nos cortes das taxas de juros. Por sua vez, o Goldman Sachs considera que o retorno de capital anunciado pela Stone pode ser bem recebido pelo mercado, mas observa que essa estratégia remove um importantíssimo catalisador positivo, especialmente em um momento em que as tendências operacionais parecem perdendo fôlego. Apesar disso, o Goldman mantém uma recomendação de compra para as ações da empresa, apoiada no seu valuation atrativo.

As outras fintechs brasileiras, embora tenham registrado perdas mais moderadas, também fecharam a semana no vermelho. O PicPay enfrentou uma queda de 9,77%, enquanto o PagBank teve uma baixa acumulada de 9,34%. O Inter caiu 5,99%, e a XP Inc. viu suas ações recuarem 5,87%. A Nu Holdings, matriz do Nubank, também não escapou, com uma perda de 4,79%. O Agibank se destacou como o menos afetado, com uma queda de apenas 2,19%.

No cenário mais amplo, os mercados norte-americanos movimentaram-se com cautela nesta sexta-feira. O índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan apresentou uma diminuição, recuando de 53,3 para 49,8, embora ainda tenha superado as expectativas de analistas. As preocupações em torno de declarações do presidente Donald Trump sobre questões do Oriente Médio mantiveram os investidores alerta, mesmo com a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano que aliviou um pouco o nervosismo. Em meio a esse contexto, as principais bolsas de valores americanas fecharam com desempenhos mistos, refletindo a incerteza do mercado.

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