Ao todo, quatro jogadores do Corinthians foram alvo das denúncias: Hugo Souza, Breno Bidon, Matheuzinho e André, além do preparador de goleiros Luiz Fernando dos Santos. Tanto o Corinthians quanto o Palmeiras se verem implicados nas ocorrências que sucederam o apito final, incluindo uma briga no túnel que dá acesso aos vestiários devido à tensão entre os atletas.
Dentre as principais acusações, destaca-se o envolvimento das duas equipes em “rixas ou tumultos”, conforme estipulado pelo Artigo 257 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Além disso, o goleiro do Palmeiras, Carlos Miguel, foi ofendido racialmente por torcedores, sendo chamado de “macaco” – uma conduta que se enquadra no Artigo 243-G, relacionado a atos de discriminação.
Outro ponto crítico foi a entrada de um drone que carregava uma pelúcia de porco em campo, o que resultou na interrupção temporária da partida. Essa ação infringe o Artigo 213, que trata da responsabilidade do clube em prevenir tais ocorrências, podendo levar a multas e até perda de mando de campo.
O relatório do STJD também menciona o atraso na entrada do Corinthians em campo, de quatro minutos no primeiro tempo e dois no segundo, o que se pauta no Artigo 206 e pode resultar em penalizações financeiras.
Além disso, o jogador André foi acusado de realizar um gesto obsceno durante a partida, conduta considerada provocativa e antidesportiva, o que pode levá-lo a uma suspensão de até seis jogos. Já Matheuzinho, por um soco desferido em Flaco López, poderá enfrentar uma pena de até 12 partidas por agressão, enquanto Hugo Souza criticou a arbitragem, o que pode resultar em uma pena severa, caso a ofensa seja direcionada especificamente aos árbitros.
Breno Bidon foi responsabilizado por um empurrão em Luighi e Luiz Fernando dos Santos, o preparador de goleiros, também enfrentará sanções por sua participação nas confusões.
Essas denúncias refletem a necessidade de um maior controle e respeito dentro e fora de campo, evidenciando um importante chamado à ética e fair play no esporte. A aplicação de medidas exemplares se faz necessária para que situações similares não voltem a ocorrer e que a integridade das competições seja mantida.
