Durante sua declaração, Dino enfatizou que, apesar de os nomes desses auxílios parecerem inócuos ou até cômicos à primeira vista, a repetição desses casos na esfera pública nos últimos anos revela um padrão de injustificável desvio de recursos. Ele ressaltou que essa situação configura uma clara violação da Constituição, levantando preocupações sobre a ética e a responsabilidade fiscal dos servidores públicos. Segundo Dino, a manutenção de tais benefícios contraria a expectativa da sociedade em relação à transparência e ao uso adequado dos recursos públicos.
Essa decisão ocorre em um momento delicado, logo após o Congresso Nacional ter aprovado um reajuste significativo para os servidores do Legislativo. Há receios de que esses aumentos salariais possam ultrapassar o teto constitucional de R$ 46.366,19, o que intensifica a discussão sobre a adequação e a moralidade da remuneração no serviço público. A ação de Dino, portanto, não é apenas uma resposta a esses auxílios de nome peculiar, mas também uma reafirmação da necessidade de uma revisão crítica sobre como os recursos do Estado são geridos e distribuídos.
A decisão provocou reações diversas, com algumas vozes aplaudindo a postura firme do ministro, enquanto outros argumentam que ele pode estar superestimando o efeito simbólico de tais benesses. A controvérsia revela as complexidades que cercam a discussão sobre o serviço público no Brasil, onde questões de ética e finanças frequentemente colidem, exigindo um olhar atento e ponderado sobre as práticas em vigor.
