O afastamento de Rodrigo Manga original decorreu de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em conexão com a chamada Operação Copia e Cola. Esta operação revelou indícios de diversas práticas ilícitas, incluindo lavagem de dinheiro, fraudes em licitações, contratações irregulares e a possível participação em uma organização criminosa desde o início de seu mandato em 2021. Tal decisão foi, posteriormente, mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Contudo, em sua análise, Nunes Marques enfatizou que o único elemento recente mencionado para justificar a continuidade do afastamento foi um contrato firmado em junho de 2025 entre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Sorocaba e uma empresa vinculada a valores financeiros que haviam sido apreendidos. O ministro considerou essa informação insuficiente para justificar a manutenção da medida.
Com a suspensão da decisão que afastava Manga, a expectativa é que o prefeito retome suas atividades administrativas e políticas, enquanto as investigações prosseguem. A situação traz à tona debates sobre a atuação do Judiciário em relação ao Executivo e a necessidade de se equilibrar a busca por responsabilidade e transparência nas gestões públicas com a estabilidade dos mandatários eleitos. A decisão de Kassio Nunes Marques sinaliza uma reflexão sobre os limites das intervenções judiciais na administração pública.





