Entre os onze ministros da Corte, seis demonstraram apoio à manutenção da pena: Luiz Fux, que atuou como relator, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin. Gilmar Mendes, por sua vez, foi o único a votar a favor da liberdade de Robinho. Outros quatro ministros ainda precisam se manifestar sobre o caso e têm até o final da sexta-feira (29) para registrar seus votos, prazo que marca o encerramento do julgamento no Plenário Virtual.
Robinho foi condenado em última instância em janeiro de 2022, mas não foi preso imediatamente, uma vez que estava fora da Itália. O governo italiano solicitou sua extradição, porém essa solicitação foi negada, visto que a Constituição Brasileira proíbe a extradição de cidadãos naturais. Posteriormente, a Corte italiana encaminhou um pedido ao STJ para que a pena de Robinho fosse cumprida no Brasil, o que recebeu aprovação com uma votação de nove a dois em março de 2024.
O caso de Robinho gerou amplos debates sobre responsabilidade penal, direitos humanos e a complexidade da aplicação da justiça em cenários internacionais, evidenciando que as decisões judiciais não apenas refletem a gravidade dos atos cometidos, mas também as implicações sociais que envolvem a figura de um ex-atleta famoso em todo o mundo.