Felipe Vorcaro foi alvo da ação policial no dia 7 de maio, enquanto Henrique foi preso em 14 de maio. O voto favorável do relator André Mendonça já havia sido divulgado na sexta-feira, 22, durante uma sessão virtual da Segunda Turma do STF. Contudo, a sequência do julgamento foi suspensa em razão de um pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes. Com a antecipação de Fux, o placar atual favorável à manutenção das prisões está em 2 a 0.
O pedido de vista por Mendes possibilita um prazo de até 90 dias para uma análise mais aprofundada do caso, adiando, assim, a decisão final. Em seu voto, Mendonça enfatizou a existência de “fortes indícios” que sugerem que os acusados estão inseridos em uma rede complexa voltada para a realização de crimes com sérias consequências sociais. Ele observou ainda que não há alternativas menos severas que assegurem a ordem pública e o andamento da investigação criminal além da prisão preventiva.
No que diz respeito a Felipe Vorcaro, Mendonça referendou a avaliação do Ministério Público Federal, que indicou seu “papel significativo” em operações financeiras possivelmente ilícitas, destacando a lavagem de dinheiro. O relator argumentou que a liberdade de Felipe poderia comprometer a efetividade da investigação e prejudicar a aplicação futura da lei.
Além de Mendonça e Fux, a Segunda Turma do STF é composta pelos ministros Nunes Marques e Dias Toffoli, sendo que este último já se declarou suspeito em casos relacionados ao Banco Master e se afastou da relatoria da investigação em fevereiro. A continuidade desse caso, assim, segue sendo uma questão de interesse público, repercutindo não apenas no meio jurídico, mas também na sociedade como um todo.
