STF Mantém Prisões Preventivas de Familiares do Ex-Controlador do Banco Master em Caso de Fraudes Financeiras.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou a iniciativa de antecipar seu voto neste sábado, 23, a favor da manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcaro, que foi ex-controlador do Banco Master. Ambas as detenções ocorrem no contexto da Operação Compliance Zero, uma investigação conduzida pela Polícia Federal que visa apurar possíveis fraudes ligadas ao Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.

Felipe Vorcaro foi alvo da ação policial no dia 7 de maio, enquanto Henrique foi preso em 14 de maio. O voto favorável do relator André Mendonça já havia sido divulgado na sexta-feira, 22, durante uma sessão virtual da Segunda Turma do STF. Contudo, a sequência do julgamento foi suspensa em razão de um pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes. Com a antecipação de Fux, o placar atual favorável à manutenção das prisões está em 2 a 0.

O pedido de vista por Mendes possibilita um prazo de até 90 dias para uma análise mais aprofundada do caso, adiando, assim, a decisão final. Em seu voto, Mendonça enfatizou a existência de “fortes indícios” que sugerem que os acusados estão inseridos em uma rede complexa voltada para a realização de crimes com sérias consequências sociais. Ele observou ainda que não há alternativas menos severas que assegurem a ordem pública e o andamento da investigação criminal além da prisão preventiva.

No que diz respeito a Felipe Vorcaro, Mendonça referendou a avaliação do Ministério Público Federal, que indicou seu “papel significativo” em operações financeiras possivelmente ilícitas, destacando a lavagem de dinheiro. O relator argumentou que a liberdade de Felipe poderia comprometer a efetividade da investigação e prejudicar a aplicação futura da lei.

Além de Mendonça e Fux, a Segunda Turma do STF é composta pelos ministros Nunes Marques e Dias Toffoli, sendo que este último já se declarou suspeito em casos relacionados ao Banco Master e se afastou da relatoria da investigação em fevereiro. A continuidade desse caso, assim, segue sendo uma questão de interesse público, repercutindo não apenas no meio jurídico, mas também na sociedade como um todo.

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