No despacho, o ministro enfatizou que não encontrou “manifesta ilegalidade” que justificasse a intervenção do STF e sublinhou que a Corte não deve ser utilizada como um “atalho processual” para reverter decisões de instâncias inferiores. O processo em questão está sendo analisado na 3ª Vara da Comarca de Presidente Venceslau, São Paulo, e envolve alegações graves, incluindo organização criminosa e lavagem de capitais.
A defesa de Deolane tentou argumentar em favor do relaxamento de sua detenção, citando um entendimento do STF que permite a conversão da prisão preventiva em domiciliar para mães de crianças menores de 12 anos. Os advogados destacaram que Deolane possui uma filha de 9 anos e apresentar documentação que comprovasse estabilidade em sua vida pessoal e profissional. Eles também ressaltaram os contratos que a influenciadora possui com empresas, argumentando que sua renda e patrimônio são compatíveis com sua notoriedade nas redes sociais, onde conta com mais de 20 milhões de seguidores.
Entretanto, Flávio Dino reiterou que as regras processuais adequadas devem ser utilizadas para contestar qualquer descumprimento, eliminando assim a possibilidade de atender ao pedido da defesa de maneira alternativa. Adicionalmente, o ministro apresentou trechos da investigação, que coloca Deolane como parte do núcleo financeiro do esquema criminoso investigado, indicando que ela teria atuado com empresas que serviriam para ocultar valores ilícitos.
A defesora de Deolane, Daniele Bezerra, após a prisão da influenciadora na última quinta-feira (21), em Tupi Paulista, agiu rapidamente e denunciou a decisão como uma forma de “perseguição”. Ela alegou que as acusações contra sua cliente estão sendo apresentadas como provadas, sem a devida apresentação de evidências concretas. Vale notar que este não é o primeiro envolvimento da influenciadora em controvérsias; em 2024, ela já havia sido detida em uma operação relacionada a jogos de azar e movimentações financeiras suspeitas.
