As datas e horários já foram definidos: no dia 2 de setembro, as atividades ocorrerão das 9h às 12h e das 14h às 19h. Nos dias seguintes, as audiências se concentrarão em períodos matutinos e vespertinos, culminando em uma sequência intensa de julgamentos entre os dias 9 e 12 de setembro.
A acusação principal, que recai sobre Bolsonaro, qualificado como “principal articulador” da suposta trama de desestabilização do Estado democrático, inclui crimes graves, como a tentativa de golpe de Estado e formação de organização criminosa armada. Além dele, o julgamento envolverá ex-ministros de seu governo, como Anderson Torres e Augusto Heleno, além de outros aliados de sua administração.
A Procuradoria Geral da República (PGR) delineou que Bolsonaro, além de líder da organização, é o maior beneficiário das atividades ilícitas. A gravidade das acusações se reflete nas penas, que podem chegar até 43 anos de prisão, caso os réus sejam condenados. Isso inclui não apenas a responsabilidade criminal, mas também penalidades civis, como a perda de direitos políticos e a obrigatoriedade de indenizações por danos ao patrimônio público.
As consequências legais do julgamento são extensas. Caso haja condenações, os ministros do STF determinarão as penas a serem aplicadas. Além disso, qualquer sentença também poderá incluir a fixação de valores a serem pagos por danos causados, além da possibilidade de uma indenização por danos morais coletivos.
O STF, presidido pelo ministro Cristiano Zanin, contará com a participação de outros magistrados, como Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes, em um processo que pode alterar o panorama político do Brasil. Este julgamento não representa apenas uma questão legal, mas também um marco histórico para a democracia brasileira, evidenciando os limites e as responsabilidades de aqueles que ocupam altos cargos públicos. À medida que a data se aproxima, a expectativa da sociedade é palpável.