STF exige relatório detalhado sobre rotina e visitas de Bolsonaro na prisão em até cinco dias após decisão de Alexandre de Moraes.

Na última segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu uma ordem significativa relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena na unidade prisional conhecida como Papudinha, localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Moraes determinou que a administração da unidade envie, em um prazo máximo de cinco dias, um relatório detalhado sobre a rotina do ex-presidente e as visitas que ele recebeu desde sua chegada ao local.

Este relatório deverá incluir uma descrição abrangente de todas as visitas efetuadas por familiares, advogados e amigos de Bolsonaro. Além disso, serão coletadas informações relacionadas a consultas médicas, atendimentos realizados, sessões de fisioterapia, atividades de leitura, prática de exercícios físicos e quaisquer ocorrências relevantes registradas dentro da unidade prisional.

Bolsonaro, que foi condenado a uma pena que totaliza 27 anos e três meses de prisão, está cumprindo essa pena em decorrência de sua participação na tentativa de golpe ocorrida no dia 8 de janeiro de 2023. Em 15 de janeiro, o ex-presidente foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, uma unidade que abriga detentos com perfis diferenciados, como policiais, advogados e juízes.

A determinação de Moraes reflete uma preocupação com a transparência e a supervisão das condições de detenção do ex-presidente. O ministro busca um levantamento completo das atividades de Bolsonaro na prisão, desde sua transferência até a presente data, com o intuito de fornecer ao STF uma visão clara sobre as circunstâncias em que o ex-presidente está sendo mantido em custódia. Essa iniciativa evidencia a necessidade de uma fiscalização adequada nas instituições prisionais e a importância de se monitorar as interações e rotinas de figuras públicas em situações de detenção. Ao coletar essas informações, o STF poderá analisar melhor não apenas as condições de encarceramento, mas também a integridade dos direitos do ex-presidente durante o cumprimento de sua pena.

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