No mesmo dia em que o CFM fez a sua declaração, o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal foi instruído a abrir uma sindicância para investigar a qualidade do atendimento médico prestado a Bolsonaro. Contudo, Moraes rapidamente revogou essa iniciativa, alegando que era ilegal e que o CFM não detinha competência para agir dessa forma em relação a tal situação. A determinação é que a Polícia Federal entreviste o presidente do CFM num prazo de até dez dias.
Em sua decisão, o ministro destacou o que chamou de “desvio de finalidade” na atuação do CFM, além de criticar o que considerou uma falta de compreensão dos fatos. Moraes reafirmou a importância de conduzir a investigação de forma adequada, diante da gravidade das alegações levantadas pelo conselho. Para garantir que a apuração seja completa, o ministro também exigiu que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao STF, em um período de até 24 horas, todos os exames e laudos médicos ligados aos cuidados recebidos por Bolsonaro.
Esse desenrolar de eventos revela tensões entre diferentes órgãos do sistema de saúde e as esferas jurídica e política do país. As decisões de Moraes visam assegurar que a verdade sobre a assistência médica prestada ao ex-presidente seja revelada, ao mesmo tempo que delimitam os limites de atuação dos conselhos de medicina. A situação continuará a ser monitorada de perto, dado o seu potencial para desencadear debates mais amplos sobre a ética médica e a responsabilidade dos profissionais de saúde no Brasil. Assim, as próximas semanas serão cruciais para entender as consequências dessa decisão e as implicações para os envolvidos.
