O ministro Fachin ressaltou que os eventos mencionados na comunicação de crime estão interligados com o objeto de diversas investigações já sob a sua relatoria: “Os episódios que são referidos nesta ‘comunicação de crime’ coincidem com o objeto de outras investigações sob a relatoria do Ministro André Mendonça”, declarou Fachin. O pedido de investigação foi formalizado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e está vinculado a um inquérito sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, que já resultou na condenação de Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça.
Lindbergh Farias também destacou a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro em relação ao financiamento do filme, elemento que torna a investigação ainda mais relevante. Antes de prosseguir com a abertura da investigação, Moraes solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apoiou a relatoria de Mendonça, afirmando que o caso do filme está intrinsecamente ligado às apurações relacionadas ao caso Master, que já estão sob a responsabilidade do ministro. A Polícia Federal atualmente investiga a possível utilização de recursos provenientes de um banqueiro para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Essas suspeitas surgiram após a divulgação de gravações que mostram uma conversa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Vale destacar que Vorcaro foi preso durante a primeira fase de uma operação que já se encontra em sua nona etapa. As investigações estimam que o prejuízo potencial causado por esses esquemas chegue a impressionantes R$ 12 bilhões, envolvendo delitos que vão desde lavagem de dinheiro até espionagem e uso indevido de informações sigilosas. A situação se complica ainda mais com o aporte financeiro bilionário do Banco de Brasília ao Banco Master e os possíveis repasses a agentes políticos, o que poderá ensejar novas diretrizes nas investigações que envolvem figuras públicas relevantes.





