Atualmente, os montantes arrecadados com o leilão estão depositados em uma conta judicial mantida pela Caixa Econômica Federal. A discussão a respeito do destino desses recursos tomou novos contornos com a decisão do STF de anular as ações relacionadas à Lava Jato que envolviam o tríplex. Assim, o juiz responsável pelo caso entendeu que é de competência do Supremo decidir o que será feito com o dinheiro.
A motivação para essa determinação é complexa, envolvendo possíveis acordos de delação premiada e implicações patrimoniais que apenas o STF tem conhecimento. O juiz David Wilson de Abreu Pardo, em uma decisão sigilosa, enfatizou que cabe à Corte Suprema avaliar se existe algum interesse sobre a quantia gerada pela venda judicial do imóvel e se seria viável homologar a revisão de acordos de leniência com empresas envolvidas na Lava Jato, como a OAS.
O tríplex, por sua vez, é um imóvel de considerável dimensão, situado no 16º andar do Edifício Solaris, e conta com diversos cômodos e comodidades, incluindo quatro quartos, sendo duas suítes, cinco banheiros, duas salas, uma cozinha equipada, área de serviço, churrasqueira e uma piscina, além de uma vista privilegiada para a praia das Astúrias.
Com o envio do processo ao STF, agora aguarda-se a decisão da Corte sobre o futuro desses valores, que têm um impacto significativo no contexto das investigações da Lava Jato e em sua repercussão política e judicial.







