A convocação do julgamento se deu após o ministro Cristiano Zanin suspender a realização da eleição indireta que havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Essa decisão exige que as questões relacionadas ao processo eleitoral sejam avaliadas de maneira conjunta, levando à reinicialização de um processo que tramitava anteriormente no plenário virtual, sob a relatoria do ministro Luiz Fux.
Os ministros do STF deverão decidir entre duas modalidades de eleição: uma indireta, na qual a escolha do novo governante seria feita pelos deputados estaduais, e uma direta, onde a população teria a oportunidade de votar. A definição do modelo continuará a influenciar a dinâmica política no estado, especialmente com as novas eleições se aproximando.
Recentemente, a Corte já havia conseguido uma maioria para modificar parcialmente a liminar que suspendia algumas regras da eleição indireta para o mandato-tampão. Isso restabeleceu um prazo de 24 horas para a desincompatibilização de candidatos, ao mesmo tempo em que manteve a suspenção do voto aberto na escolha.
O novo goverandor será aquele que sucederá o atual presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Ricardo Couto, que ocupa o cargo interinamente desde o dia 23 de março. A vacância se deu após a renúncia de Cláudio Castro, que deixou o cargo com a intenção de se candidatar novamente nas próximas eleições.
Ademais, vale mencionar que o vice-governador, Thiago Pampolha, já havia renunciado em 2025 para assumir um cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Contudo, ambos foram alvos de sanção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que os cassou por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, complicando ainda mais o cenário político do estado. As expectativas estão altas para o próximo julgamento, que poderá definir os rumos da liderança do Rio de Janeiro em um momento tão conturbado.





