STF avança em denúncia contra Rodrigo Bacellar e Macário Júdice por obstrução de investigação ligada ao Comando Vermelho e vazamento de informações sigilosas.

Na última terça-feira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tomou um passo significativo em relação à investigação que envolve o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. Com os votos dos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que se alinharam à posição do relator Alexandre de Moraes, o placar da votação chegou a 3 a 0, aguardando apenas o voto do ministro Flávio Dino para definir a situação. Essa maioria é um indicativo de que ambos os envolvidos podem se tornar réus em um processo que está sob a mira da Justiça.

A investigação, que já resultou na morte de dez pessoas em um incidente trágico, apura supostos atos de obstrução relacionados a uma operação policial que visava o ex-deputado estadual conhecido como TH Joias, além de outros indivíduos ligados ao Comando Vermelho, uma das organizações criminosas mais conhecidas do Brasil. O trabalho da Turma do STF está sendo realizado no plenário virtual, com a votação programada para ser encerrada na próxima sexta-feira.

As acusações contra Bacellar são sérias. Ele teria alertado o deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, mais conhecido como TH Joias, sobre a iminente operação policial que resultaria na sua prisão. De acordo com as investigações da Polícia Federal, esse alerta permitiu que TH Joias destruísse provas e deixasse sua residência momentos antes da ação policial.

Bacellar foi detido em dezembro por sua suposta participação em um esquema que envolvia a divulgação de informações sigilosas, prejudicando o andamento das investigações da chamada Operação Zargun. Esse desdobramento foi revelado a partir da análise de documentos e objetos apreendidos durante uma operação realizada em setembro anterior.

Quanto ao desembargador Macário Júdice, sua atuação como relator das investigações no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) o coloca em uma posição central nas alegações de vazamento de informações secretas, sendo também acusado de violação de sigilo funcional. Essas graves acusações ressalta a importância deste caso, que continua a se desenrolar no ambiente jurídico brasileiro, com amplas repercussões políticas e sociais.

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