A solicitação para aumentar o perímetro de restrição foi feita pela Polícia Militar do Distrito Federal. A corporação, responsável pela segurança do ex-presidente durante o período de 90 dias de reclusão, argumentou que a ampliação do espaço restrito é crucial para garantir a proteção adequada do local e prevenir qualquer tipo de monitoramento indesejado que possa ser realizado por meio de drones.
Essa não é a primeira vez que Moraes interfere nas atividades aéreas ao redor da residência de Bolsonaro. Na semana anterior, o ministro já havia determinado a proibição de voos de drones em um raio de 100 metros da casa do ex-presidente, e também autorizou a prisão de qualquer pessoa que operasse esses equipamentos sem a devida autorização. A rápida mudança de postura, ampliando radicalmente o alcance da restrição, reflete uma resposta direta às preocupações levantadas pelos órgãos de segurança.
Na justificativa para sua decisão, o ministro enfatizou a pertinência da recomendação do Batalhão de Aviação Operacional (BavOp), que defendeu que o novo raio de um milhão de metros estaria mais alinhado com as exigências de segurança do caso. Moraes destacou que essa medida é compatível com a realidade operacional e a abordagem de proteção necessária em situações tão delicadas.
Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses, consequência de sua condenação em uma ação penal relacionada a uma tentativa de golpe. Este cenário destaca a complexidade da situação, onde a segurança se une aos desdobramentos legais que cercam a figura do ex-presidente. A decisão de Moraes reflete não apenas preocupações com a segurança do ex-mandatário, mas também com o uso de tecnologias que possam influenciar a privacidade e a segurança pessoal em um momento de tensões políticas elevadas.





