Sindipetro-RJ marca greve de 24 horas em protesto contra aumento de dia presencial na Petrobras

O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), em conjunto com a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), anunciou uma greve de 24 horas agendada para a próxima quarta-feira, 26, em protesto contra a decisão da Petrobras de aumentar a jornada semanal dos funcionários. A empresa determinou que os trabalhadores passem a ir três dias por semana ao local de trabalho, em vez dos dois dias habituais.

De acordo com a nota emitida pela Petrobras, a empresa tem mantido diálogo aberto com as entidades sindicais para discutir as mudanças no modelo de trabalho. No entanto, o Sindipetro-RJ divulgou que a categoria administrativa da empresa no Rio de Janeiro entrará em greve devido à decisão unilateral da Petrobras.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) também está envolvida no processo, uma vez que houve uma reunião entre a FUP e a Petrobras no início de fevereiro. A estatal pediu três semanas para responder se aceita negociar com a categoria, prazo que se encerra na sexta-feira, 28, conforme informações da FUP.

A FUP declarou apoio à paralisação convocada pelo Sindipetro-RJ e prometeu manifestações em diversas unidades no dia 26. O objetivo principal é pressionar a empresa a suspender as medidas relacionadas ao teletrabalho e abrir um canal de negociação com os representantes dos trabalhadores.

A Petrobras informou que os ajustes no teletrabalho serão aplicados a partir de 7 de abril para todos os empregados do regime administrativo, visando aprimorar a integração das equipes e contribuir para a entrega de resultados importantes para a empresa, que está em fase de crescimento de projetos. Quanto aos funcionários PCD (Pessoas com Deficiência), a empresa esclareceu que a regra de trabalho remoto integral não foi modificada.

Diante do impasse entre a Petrobras e os sindicatos, a greve de 24 horas está confirmada e ocorrerá em diversas bases administrativas do Rio de Janeiro, incluindo a sede da Petrobras no Edifício Senado (Edisen). A expectativa é de manifestações e atrasos na entrada dos trabalhadores em outros estados, em um movimento sindical petroleiro em defesa dos direitos e condições de trabalho.

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