Sindigás Solicita Urgência em Reajuste de Preços de Gás do Povo para Evitar Crise no Programa Social do Governo Lula

O Sindgás, entidade que representa as empresas distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), enviou um ofício ao Ministério de Minas e Energia (MME) solicitando uma atualização urgente dos preços de referência do Programa Gás do Povo. Este programa, promovido pelo governo federal, é uma das principais iniciativas voltadas para a manutenção da assistência social, especialmente em tempos de instabilidade econômica.

No documento, o Sindgás enfatiza o impacto significativo que a guerra no Irã teve sobre os preços do GLP, que aumentaram aproximadamente 16% desde o início do conflito. A entidade argumenta que essas mudanças nas condições econômicas e de mercado exigem uma atualização imediata nos preços de referência, pois a falta de uma reavaliação poderia resultar na saída de distribuidoras do programa. Tal movimento comprometeria não apenas a continuidade, mas também a credibilidade da iniciativa do governo Lula, que já atende cerca de 15,5 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família.

O Programa Gás do Povo oferece um voucher para a compra de botijões de 13 kg a famílias com renda per capita de até meio salário mínimo. Os valores de reembolso variam entre os estados e são essenciais para equilibrar os preços nas unidades de revenda. Atualmente, a defasagem entre os preços de referência e os valores praticados no mercado já é notória. No Rio de Janeiro, por exemplo, o valor de referência para o botijão é de R$ 93,16, enquanto o preço real é de R$ 95,67. Em São Paulo, essa disparidade também se repete, com os preços ao consumidor atingindo R$ 114,80, em contraste com o valor de referência de R$ 100,23.

Além disso, há previsão de um aumento de até 16% nos preços do GLP anunciados pela Refinaria de Mataripe, controlada pela Acelen, o que pode resultar em uma elevação de R$ 6,50 no preço do botijão. Essa elevação, somada aos altos preços praticados nos leilões da Petrobras, que têm gerado ágios consideráveis, eleva ainda mais os custos associados ao GLP, ampliando a defasagem entre o que as distribuidoras pagam e os preços estipulados pelo programa.

O Sindgás alerta que a não atualização dos preços pode levar a um êxodo de revendas do programa, dificultando sua expansão para os últimos 900 municípios que ainda não contemplam a iniciativa. Além disso, a entidade defende a necessidade de uma compensação financeira por parte do governo para assegurar a viabilidade do programa.

Enquanto isso, a Petrobras e a Acelen não se manifestaram sobre as reivindicações apresentadas no ofício até o momento. A situação merece atenção, pois envolve não apenas questões de mercado, mas também compromissos sociais e a proteção das famílias vulneráveis que dependem desse suporte.

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