Após prolongadas negociações, a Embraer anunciou, em março deste ano, a transição para o trabalho híbrido, que inclui três dias presenciais na semana. Contudo, a expectativa por uma adaptação ao novo modelo não foi bem recebida por muitos empregados, que expressaram suas preocupações. Em resposta a esses anseios, o sindicato realizou uma pesquisa com os trabalhadores, a qual resultou em uma proposta que foi aprovada em assembleia. Essa proposta inclui a criação de dois modelos de trabalho: um totalmente remoto para aqueles que se mudaram para localidades distantes da fábrica ou para aqueles com problemas de saúde, e outro híbrido, que permitiria dois dias de trabalho presencial e três dias de home office para os demais colaboradores.
Apesar das tentativas de diálogo, as conversas entre o sindicato e a Embraer não avançaram, levando à decisão de buscar a Justiça como um recurso necessário. A empresa, por sua vez, defende que a mudança para o modelo presencial busca fortalecer o vínculo entre a equipe e acelerar a tomada de decisões, considerando que o contato físico facilita a colaboração e a atmosfera de trabalho.
A audiência inicial para discussão do caso ainda será agendada, e as expectativas quanto a uma resolução estão altas, já que diversos funcionários manifestaram sua insatisfação em relação ao novo arranjo proposto pela diretoria da empresa. A situação reflete um dilema maior na atualidade, onde muitas empresas estão reavaliando suas políticas de trabalho ao tentar equilibrar as necessidades de saúde, segurança e produtividade em tempos de constantes mudanças no ambiente corporativo. A Embraer, sendo uma referência na indústria de aviação, se encontra no centro dessa discussão, que não é exclusiva da companhia, mas um reflexo das mudanças que muitas organizações enfrentam em todo o Brasil.