Sindicato de Rodoviários do DF repudia vandalismo em ônibus e pede responsabilização dos envolvidos

Na noite de quinta-feira, um vandalismo orquestrado atingiu diversos ônibus do Sistema de Transporte Público do Distrito Federal, gerando indignação entre os trabalhadores do setor. Em declarações exclusivas, o presidente do Sindicato dos Rodoviários do DF, João Dão, manifestou seu repúdio às ações criminosas, ressaltando não apenas o impacto econômico, mas, principalmente, o risco à integridade física de motoristas, cobradores e passageiros.

Dão afirmou: “Esse tipo de ataque não pode ser aceito. Colocar em risco a vida de quem trabalha diariamente para garantir o transporte da população é inaceitável. O que aconteceu é lamentável e deve ser veementemente condenado.” O sindicalista destacou a importância do transporte público como um direito fundamental, que deve ser respeitado por todos.

Ao ser questionado sobre as possíveis motivações para os atos de vandalismo, João Dão fez questão de esclarecer que não vê relação entre os ataques e as demissões recentes promovidas pela empresa Urbi Mobilidade Urbana. “As demissões foram em cargos de chefia e fiscalização, que não envolvem motoristas ou cobradores. Foram mudanças administrativas e o número de dispensas foi muito reduzido, apenas duas ou três”, explicou. Essa versão, porém, entra em contradição com informações que circulam na comunidade, sugerindo que as agressões poderiam ser uma retaliação por conta das demissões, especialmente de um trabalhador conehcido por vínculos com um ex-diretor do Sindicato que atualmente exerce uma função oposicionista.

João Dão reafirmou a união da diretoria atual do Sindicato: “Temos uma equipe coesa e não existe divergência interna que possa ter gerado isso.” Contudo, ele expressou a preocupação com a escalada da violência contra o transporte público e enfatizou a necessidade de responsabilização para aqueles envolvidos nos ataques. “Dentro do ônibus, existem vidas. Aqueles que perpetraram esses atos precisam ser responsabilizados. É fundamental que os órgãos competentes investiguem a fundo e descubram a origem desses ataques”, afirmou.

A situação se agrava à medida que o Sindicato se vê diante de um cenário de insegurança, onde a proteção dos trabalhadores e a manutenção da ordem no transporte público se tornam prioridades ainda mais urgentes.

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