A ministra foi clara ao afirmar que a presença do atual ministro da Fazenda é fundamental para a configuração da disputa. “Não dá para evitar essa missão. O quadro não se completa sem ele”, disse Tebet, destacando a necessidade de que Haddad reconheça seu papel crucial no processo eleitoral.
Além de se posicionar em relação à candidatura de Haddad, Tebet também delineou seus próprios planos políticos, manifestando a intenção de concorrer ao Senado por São Paulo. Embora mantenha publicamente uma postura flexível, colocando-se à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para candidatar-se tanto em São Paulo quanto em Mato Grosso do Sul, a ministra enfrenta um prazo apertado para efetivar a mudança de seu domicílio eleitoral, com a data limite sendo 4 de abril.
De acordo com Tebet, a eleição do governo paulista requer candidatos fortes. Ela sugeriu que, se não for Haddad, outra opção viável seria o vice-presidente Geraldo Alckmin. “Uma andorinha só não faz verão”, ela ressaltou, indicando que uma chapa competitiva precisa de dois nomes de peso. Ao ser questionada sobre a sua potencial candidatura ao governo, Tebet reafirmou que tanto Haddad quanto Alckmin são os mais qualificados para a função, tendo histórico e vínculos estreitos com Lula, o que poderia ajudar a garantir mais votos em uma hipotética chapa para a majoritária federal.
Tebet também antecipou uma nova conversa com Lula sobre o cenário eleitoral, prevendo que o presidente esteja em diálogo constante com Alckmin e Haddad. A ministra, que já recebeu um convite para entrar no PSB, pode precisar mudar de partido para concretizar sua candidatura ao Senado, embora lideranças do PT ainda esperem que ela permaneça no MDB. A dinâmica política em São Paulo se revela, assim, cada vez mais complexa e cheia de nuances.






