POLÍTICA – Silvio Costa Filho anuncia candidatura ao Senado por Pernambuco e deixa o Ministério de Portos e Aeroportos malhando concorrentes na disputa pelo Legislativo.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta quarta-feira, 14 de janeiro, sua intenção de disputar uma vaga no Senado Federal por Pernambuco. Filiante do partido Republicanos, que integra a base governista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Costa Filho planeja deixar o cargo atual por volta de abril, data que marca o limite legal para a desincompatibilização de cargos para candidatos.

Durante sua declaração, o ministro ressaltou seu comprometimento em consolidar sua candidatura e expressou otimismo sobre a possibilidade de representar Pernambuco no Senado. Ele destacou sua trajetória política, que inclui passagens pelo cargo de vereador do Recife, deputado estadual e federal, além de secretário de estado e, mais recentemente, ministro. “Estou preparado para atuar ao lado do presidente Lula, contribuindo para o desenvolvimento de Pernambuco e do Brasil”, afirmou.

Com essa movimentação política, Silvio Costa Filho se torna o 16º membro do governo Lula a deixar a sua posição em busca de uma nova oportunidade eleitoral, refletindo um cenário crítico na Esplanada, especialmente após a saída do ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. A expectativa é que outros ministros sigam o mesmo caminho até abril, quando se inicia um período acirrado de disputas eleitorais.

A disputa pela cadeira no Senado em Pernambuco promete ser intensa, com pelo menos quatro pré-candidatos se destacando no cenário: Humberto Costa (PT), Marília Arraes (Solidariedade), Miguel Coelho (União Brasil) e o próprio Silvio Costa Filho (Republicanos). A escolha de quem Lula apoiará nesta corrida será crucial e poderá influenciar significativamente o resultado das eleições.

A movimentação política de Costa Filho não apenas reflete seu desejo de ascender na política, mas também sinaliza um ajuste na estratégia do governo federal em relação às próximas eleições. A construção de uma aliança forte e coesa será essencial para garantir apoio e viabilizar a eleição dos candidatos que representem a base do governo na casa legislativa.

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