Em uma entrevista, Silvia saiu em defesa de seu colega de emissora, argumentando que a fala de Ratinho não configura um crime ou ofensa à dignidade da parlamentar. Segundo Silvia, ao se expor na arena pública, as pessoas se tornam suscetíveis tanto a elogios quanto a críticas. Ela enfatizou que “quando você coloca a sua vida e a sua cara na frente da televisão, está lutando pelo seu ideal e, consequentemente, aberto a opiniões de diferentes naturezas”.
Além disso, a apresentadora destacou que, ao ingressar no campo político e se tornar uma figura midiática, Erika Hilton precisa estar preparada para receber não apenas aplausos, mas também críticas. “Quando se expõe publicamente, você aceita estar sob o olhar dos outros”, afirmou, ressaltando a dualidade que vem com a notoriedade.
Na entrevista, Silvia foi questionada sobre o pedido de desculpas da presidente do SBT, Daniela Beyruti, em relação à controvérsia. Abravanel declarou que não tinha conhecimento desse pedido, esclarecendo que sua posição como apresentadora e acionista da emissora a impede de influenciar as decisões administrativas. Para Silvia, a opinião de Ratinho foi uma expressão de seu ponto de vista pessoal e não tinha a intenção de desmerecer ou atacar Erika Hilton.
A repercussão das palavras de Ratinho e a defesa de Silvia Abravanel refletem um momento de crescente atenção à discussão sobre identidade de gênero e liberdade de expressão, temas cada vez mais relevantes na sociedade atual. A situação mostra como figuras públicas, ao redor do mundo e também no Brasil, enfrentam a complexidade dos debates contemporâneos, em que a sensibilização e a percepção das palavras são coesas, mas ainda assim polarizadoras.
