Em sua defesa, Maduro, juntamente com sua esposa, Cilia Flores, argumenta que ambos se encontram em dificuldades financeiras e, por isso, solicitam a ajuda do governo venezuelano para arcar com os altos custos legais. Contudo, essa solicitação foi rejeitada pelo juiz Alvin Hellerstein, que deixou claro que o processo judicial contra o presidente venezuelano seguirá seu curso normal, independentemente das dificuldades financeiras apresentadas pela defesa.
Durante uma coletiva de imprensa, Sheinbaum também discorreu sobre a política energética do México, destacando que o país está explorando várias estratégias para continuar enviando petróleo a Cuba, ignorando as restrições impostas pelos Estados Unidos e as ameaças de tarifas a nações que comerciai com a ilha caribenha. Ela enfatizou que o México possui o direito de enviar combustível, seja por questões humanitárias ou comerciais, destacando que essas ações visam proteger a economia mexicana de possíveis impactos adversos.
No contexto dessa crise, um petroleiro russo, o Anatoly Kolodkin, chegou recentemente a Cuba, transportando 100 mil toneladas de petróleo bruto. Essa entrega, informada pelo Ministério dos Transportes da Rússia, é especialmente relevante, uma vez que a ilha enfrenta uma severa crise de abastecimento. O mercado de petróleo, evidenciado por essas movimentações, continua sendo uma peça central nas relações entre os países envolvidos, especialmente considerando a influência das sanções internacionais e os interesses econômicos regionais.
Esses acontecimentos refletem um cenário geopolítico complexo, onde as alianças e as estratégias de abastecimento de energia são essenciais tanto para a economia nacional do México quanto para a sobrevivência política do regime venezuelano. A continuidade do suporte do México a Maduro, por meio do envio de petróleo e do debate sobre recursos para defesa legal, posiciona o país em um papel de destaque na política latino-americana contemporânea.
