A presidente começou relembrando o dia 2 de junho de 2014, quando a população apoiou a continuidade da Quarta Transformação, iniciativa do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador. Em sua fala, ela defendeu os princípios de honestidade e austeridade que orientam sua gestão, destacando o contraste com os mandatos de seus antecessores, que, segundo ela, foram marcados pela extravagância e pela perda de soberania nacional.
Sheinbaum citou um estudo recente que revela uma aprovação de 68% em sua administração e 62% de confiança nas negociações com o governo de Donald Trump. No entanto, o mesmo levantamento mostra que a população possui reservas em relação a questões envolvendo o ex-governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, acusado de vínculos com o narcotráfico, com 66% considerando as acusações credíveis e apenas 36% acreditando que se trata de interferência externa.
Durante suas considerações, a presidente dedicou parte do discurso a criticar a relação histórica e tensa entre México e Estados Unidos, enfatizando as tentativas de interferência norte-americana em assuntos internos mexicanos. Ela questionou os reais interesses norte-americanos no combate ao tráfico de drogas e os pedidos de extradição de autoridades eleitas.
“Primeiro, sejamos claros: vem-se atrás de alguns, depois de outros, até que os escritórios do Departamento de Justiça se tornem a principal força política no México. Não podemos permitir isso”, advertiu Sheinbaum, ecoando o sentimento de que o México deve preservar sua autonomia.
Encorajada pelos aplausos da plateia, a presidente reafirmou que qualquer debate sobre a política do país deve ser liderado pelos próprios mexicanos. “No México, nós, mexicanos, decidimos!”, declarou com firmeza, sinalizando sua determinação de defender a soberania nacional frente a pressões externas.
Concluindo seu discurso, ela reforçou seu compromisso com o povo mexicano, prometendo lutar por suas convicções republicanas e democráticas e por um México mais forte e soberano.
