Em uma recente entrevista, Stone reflete sobre a decisão de parar de fumar maconha, observando que a qualidade da erva mudou ao longo dos anos. “Acho que colocam tantas coisas nela — porque é isso que fazem — que, quando parei, comecei a me sentir mal. Já não é algo que você simplesmente tira da terra”, explicou a atriz. Essa troca na composição da maconha a levou a uma experiência de mal-estar que durou um mês, culminando em sua decisão de buscar orientação profissional.
Consultando seu neurologista, Stone foi informada sobre os perigos do uso da maconha, incluindo casos de pacientes que chegaram a morrer em serviços de emergência devido a complicações associadas à substância. Esses alertas a convenceram a abandonar definitivamente o uso da erva, o que fez parte do seu esforço para uma desintoxicação e uma vida mais saudável.
Além de abordar sua relação com a maconha, Stone também revisitou um dos momentos mais sombrios de sua infância em uma conversa íntima com o jornalista Anderson Cooper. Em um episódio do podcast “All There Is”, a atriz falou sobre o abuso que sofreu por parte de seu avô materno. Durante a conversa, ela expressou que, ao perder o avô aos 14 anos, sentiu um misto de alívio e vazio, algo que a marcou profundamente.
Stone recordou que a ausência de apoio e carinho familiar em um momento que deveria ser de luto foi um aspecto doloroso dessa experiência. Ela descreveu a cena do funeral de forma vívida, repleta de emoções complexas, e revelou ter incentivado sua irmã a verificar se o avô realmente estava morto. Esse episódio, que deveria ser de tristeza, foi vivido por elas como uma libertação, algo que ficou gravado em sua memória como um “vazio agradável”.
Em suas reflexões, Sharon Stone pinta um retrato de resiliência e superação, mostrando como suas experiências de vida a moldaram e a impulsionaram a buscar um caminho de saúde e bem-estar. Após enfrentar os desafios da fama, da saúde e de traumas pessoais, ela se reafirma como uma mulher que, ao longo dos anos, tem encontrado formas não só de se curar, mas também de falar sobre suas histórias de forma corajosa e sensível.
