Sete entre dez moradores de favelas em São Paulo vivem sem renda fixa, revela pesquisa sobre informalidade e vulnerabilidade econômica

Um recente levantamento revela que a realidade econômica dos moradores de favelas em São Paulo é alarmante. De acordo com os dados, sete em cada dez residentes dessas comunidades não possuem uma renda fixa, dependendo de trabalhos temporários ou informais para sua sobrevivência. Essa estatística foi divulgada em uma pesquisa que expõe a vulnerabilidade financeira enfrentada por esses indivíduos, onde apenas 30% dos entrevistados afirmaram ter um emprego formal, com carteira assinada.

O estudo, realizado pelo instituto Data Favela, destacou que a instabilidade financeira nessas localidades é uma questão complexa, caracterizada por flutuações significativas nos rendimentos. Entre os entrevistados, 44% revelaram que não têm uma fonte de renda estável, 18% afirmaram que os valores que recebem oscilam bastante, enquanto 9% disseram enfrentar mo-nuentes de baixa variação. Isso mostra quão desafiador é para estas famílias planejar o futuro quando a renda é incerta.

Um aspecto que se sobressai na pesquisa é o impacto do fator racial na condição econômica dos moradores de favelas paulistanas. Quatro em cada dez entrevistados indicaram que a implementação de ações sociais é essencial para que o governo possa reparar o histórico de racismo que afeta a população negra nessas comunidades. O acesso a crédito e políticas afirmativas na área da educação também foram mencionados como prioridades, com três em cada dez moradores destacando esses pontos como fundamentais para sanar as desigualdades econômicas.

Além disso, a situação dos trabalhadores em São Paulo não se limita às favelas. A pesquisa revelou que seis em cada dez habitantes da cidade estão empregados de forma informal, seja como complemento de renda, seja como única fonte de sustento. Essa realidade aponta para uma estrutura econômica fragilizada que afeta uma parcela significativa da população.

O estudo, embasado em 4.471 entrevistas realizadas entre 11 e 16 de dezembro, apresenta uma margem de erro de 1,47 pontos percentuais. Essa amostra fornece uma visão abrangente sobre as dificuldades econômicas enfrentadas por aqueles que vivem em circunstâncias de vulnerabilidade, ilustrando a urgência de políticas públicas que visemnão apenas a inclusão social, mas também o combate às profundas desigualdades que permanecem em São Paulo.

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