Sesau fará visitas técnicas a comunidades quilombolas

Foi iniciada neste dia 27 uma agenda de visitas técnicas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em comunidades quilombolas e terreiros do Estado de Alagoas. O objetivo é discutir as principais demandas das comunidades e posteriormente alinhar com os gestores dos municípios estratégias e ações específicas para reduzir ou sanar os problemas encontrados.

A ação é alusiva ao Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra e Dia da Visibilidade das Pessoas com Doença Falciforme, ambos comemorados nesta sexta-feira (27). Como forma de promoção à saúde, devido à alta prevalência de algumas doenças genéticas ou hereditárias, as ações visam sensibilizar os profissionais de saúde para as demandas específicas, além de instigar reflexões sobre o racismo institucional e suas consequências à saúde dessa parcela da população.

O assessor técnico de Políticas Transversais, Róbert Lincoln, informa que entre as principais enfermidades estão: diabete melito (tipo II), hipertensão arterial, miomas, deficiência de glicose 6 fosfato desidrogenas e anemia falciforme, que pode ser encontrada em frequências que variam de 2% a 6% na população brasileira em geral, e de 6% a 10% na população negra.

“Faz-se necessário lembrar, discutir e buscar avanços, visto que as datas são consideradas dois marcos importantes da política do Sistema Único de Saúde [SUS]. Com essas ações, queremos dar visibilidade a população negra, lembrando dos desafios, lutas e resistências que enfrentam e sofrem. Provocar discussões, ouvir lideranças e chamar atenção da sociedade e gestores, traçando estratégias para melhorar o enfrentamento a essas dificuldades”, justificou o assessor da Sesau.

Essa é uma das evidências de que o Governo de Alagoas tem buscado implementar políticas de promoção da equidade para populações em vulnerabilidade. Entre as ações da Atenção Primária está a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).

“Também são objetivos da iniciativa incluir os temas de racismo como determinante social de saúde e a importância da apropriação desta temática na formação e educação permanente de trabalhadores e do controle social em saúde e cidadãos em geral, além de reverberar o reconhecimento do racismo institucional enquanto determinante social em saúde”, reforçou Róbert Lincoln.

Doença Falciforme

A doença falciforme é uma das enfermidades hereditárias mais comuns em todo o mundo. É causada por uma má formação nas hemácias, que ficam em um formato semelhante ao foice, causando falha no transporte de oxigênio. A pessoa acometida pela doença possui baixa imunidade, fazendo com que haja uma alta possibilidade de adoecimento e mortalidade.

O diagnóstico precoce pode ser realizado durante o teste do pezinho (Triagem Neonatal) no recém-nascido, sendo ideal ser realizado do 3º ao 5º dia de vida. Na rede estadual de Saúde, as unidades de referência para o acompanhamento dos pacientes com doença falciforme é o Hemocentro de Alagoas, através de encaminhamento feito pelas unidades de saúde da família.

“É importante salientar que a Atenção Primária tem um papel importante no acolhimento, manejo e acompanhamento das pessoas com Doença Falciforme, para isso a Sesau implanta a Politica Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme e desenvolve ações específicas nos 102 municípios do Estado de Alagoas”, adianta o assessor técnico de Políticas Transversais.

Ascom – 28/10/2017

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